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Lenda do Basquete Oscar Schmidt Morre em São Paulo aos 68 Anos

Atleta, conhecido como Mão Santa, lutava contra um tumor cerebral há 15 anos e deixou um legado inspirador no esporte nacional e internacional.

18/04/2026 às 00:06
Por: Redação

Um dos maiores expoentes da história do basquete global, Oscar Schmidt, conhecido como “Mão Santa”, faleceu nesta sexta-feira (17) na cidade de São Paulo. O ex-atleta travava uma batalha contra um tumor cerebral que o acompanhou por aproximadamente 15 anos.

 

A Prefeitura de Santana de Parnaíba, localizada no estado de São Paulo, informou os detalhes do falecimento. Oscar sentiu-se mal em sua residência e foi prontamente socorrido pelo Serviço de Resgate, que o encaminhou ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA). Contudo, o ex-jogador chegou à unidade hospitalar já em estado de parada cardiorrespiratória (PCR), sem vida.

 

"Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo", afirmou a assessoria de comunicação do jogador, por meio de uma nota oficial.


 

A despedida do ídolo do basquete será realizada de forma reservada, com a presença exclusiva de familiares. A decisão foi tomada em respeito ao desejo da família por um momento de recolhimento e intimidade.

 

A Brilhante Carreira do Mão Santa

 

Nascido em 16 de fevereiro de 1958, em Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar Daniel Bezerra Schmidt iniciou sua jornada no basquete aos 13 anos de idade. Esse interesse surgiu após sua mudança para Brasília, onde foi influenciado pelo técnico Zezão, que o incentivou a buscar o Clube Vizinhança, então sob o comando do técnico Laurindo Miura.

 

Aos 16 anos, em 1974, Oscar transferiu-se para São Paulo para dar início à sua trajetória no time infanto-juvenil do Palmeiras. Em 1977, sua ascensão o levou à convocação para a seleção juvenil de basquete, onde se destacou e foi eleito o melhor pivô do campeonato sul-americano juvenil.

 

No âmbito da seleção principal de basquete do Brasil, Oscar conquistou o título de campeão sul-americano e também uma medalha de bronze, consolidando sua presença entre os grandes nomes do esporte nacional.

 

Entre os momentos mais marcantes de sua carreira, destaca-se a conquista da Copa William Jones em 1979, o mundial interclubes de basquete. No ano seguinte, o atleta participou de sua primeira Olimpíada, realizada em Moscou. Sua presença em Jogos Olímpicos se estendeu por outras quatro edições: Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996). Em todas essas participações, Oscar Schmidt manteve sua reputação, sempre se destacando como o cestinha da competição.

 

Sua carreira internacional incluiu 11 temporadas jogando na Itália, divididas em oito anos pelo Juvecaserta e três pelo Pavia.

 

Em 1995, Oscar decidiu retornar ao Brasil, vestindo a camisa do Corinthians, clube pelo qual, em 1996, conquistou o oitavo título brasileiro de sua carreira. No cenário nacional, ele também defendeu as cores do Banco Bandeirantes, entre 1997 e 1998, do Mackenzie, de 1998 a 1999, e do Flamengo, onde atuou de 1999 a 2003.

 

Foi no clube rubro-negro que Oscar atingiu uma de suas mais notáveis marcas históricas: tornou-se o maior cestinha da história do basquete mundial, acumulando impressionantes 49.737 pontos. Com esse feito, ele superou o recorde anterior, que pertencia a Kareem Abdul-Jabbar, com 46.725 pontos.

 

O reconhecimento internacional de sua grandiosidade veio em 1991, quando a Fédération Internationale de Basketball (Fiba) o incluiu na lista dos 50 Maiores Jogadores de Basquete. Posteriormente, Oscar Schmidt também foi introduzido no Hall da Fama da NBA. Sua aposentadoria das quadras ocorreu em 2003.

 

Um Legado Além das Quadras

 

Em 2022, quando contava com 64 anos de idade, Oscar Schmidt recebeu a equipe do programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, em sua residência em São Paulo. Em um ambiente repleto de troféus e medalhas que celebravam sua trajetória, ele relembrou os momentos de sua carreira e compartilhou sua experiência na função de palestrante, atividade que abraçou após se afastar das quadras.

 

"Eu não acho que eu tenho 64 anos. Eu vivo minha vida intensamente, mas por outro lado, calmamente", declarou o ex-jogador durante a entrevista.


 

Ele também expressou seu contentamento com a nova fase: "Eu adoro fazer palestra que eu vejo os olhos das pessoas olhando assim para mim, batendo palma. E eu estou contando a minha história para eles. Isso repõe, em parte, tudo aquilo que eu perdi parando de jogar."


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