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Lula critica retomada de hostilidades no Oriente Médio e alerta para impactos

Presidente afirma que confronto não seria necessário e lamenta efeitos sobre a população

21/04/2026 às 16:51
Por: Redação

Durante um compromisso oficial realizado na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou a possibilidade de novos confrontos na região do Oriente Médio, contexto em que a rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã encontra-se paralisada. Ao abordar o tema, Lula classificou o atual cenário de violência no território como "guerra da insensatez".

 

“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”


 

Em sua fala, Lula lembrou que as exigências dos Estados Unidos em relação ao programa nuclear iraniano já haviam sido discutidas anteriormente. O presidente mencionou que, em 2010, foi firmado um acordo entre Brasil, Turquia e Irã justamente sobre o enriquecimento de urânio, mas que não houve aprovação por parte do governo norte-americano e tampouco da União Europeia.

 

O presidente pontuou que, diante da recusa desse entendimento à época, as consequências recaem atualmente sobre a população, que sente os efeitos do conflito na economia e no cotidiano, especialmente em itens essenciais e combustíveis.

 

“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema”, disse.


 

“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou o presidente.


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