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Escoteiros do Rio promovem encontro com 4,3 mil participantes no Aterro

Atividades do Grande Jogo Regional 2026 celebram a Semana Escoteira e reforçam valores de cooperação e protagonismo juvenil.

27/04/2026 às 10:52
Por: Redação

Mais de quatro mil pessoas, entre crianças, adolescentes, jovens e adultos, reuniram-se neste domingo (26) no Aterro do Flamengo para o Grande Jogo Regional 2026, o maior evento do calendário escoteiro no estado do Rio de Janeiro. Um total de 4.372 membros, todos filiados à União dos Escoteiros do Brasil Regional Rio de Janeiro (UEB-RJ), participaram das atividades.

 

O encontro foi parte das celebrações da Semana Escoteira e também marcou o Dia Mundial do Escotismo, comemorado anteriormente no dia 23.

 

Edinilson Régis, diretor-presidente da Regional RJ da UEB, destacou em uma entrevista que o Aterro do Flamengo tem sido o palco para essa atividade desde a década de 1980.

 

Reunimos os escoteiros de todo o estado, de várias unidades escoteiras e de todas as faixas etárias, começando a partir de 5 anos até 22 anos de idade, que seguem o método educativo escoteiro, baseado no trabalho em equipe, na cooperação e no protagonismo juvenil.

 

Durante o evento, são promovidas atividades com foco em educação e integração. Os participantes exploram um percurso onde demonstram o conhecimento adquirido e aprendem novas habilidades. As dinâmicas propostas estimulam a criatividade e abordam temas complexos, como os primeiros socorros.

 

As atividades tiveram início por volta das 9h e se estenderam até as 15h, momento em que os escoteiros se reuniram novamente para uma concentração final, na qual foram divulgados os resultados obtidos.

 

Impacto na formação pessoal

 

A administradora Ellisiane Pereira, de 47 anos, ressaltou a importância do Movimento Escoteiro na vida de seu filho, Carlos Henrique, de 12 anos, que é membro do Grupo Escoteiro Copacabana há três anos.

 

Ele se sentiu acolhido, a família toda foi acolhida. A evolução dele como ser humano é gritante. Todo mundo vê a habilidade que ele desenvolveu. Todas as competências que eu acho que um cidadão funcional deve ter ele está adquirindo aqui no grupo. Somos todos uma grande família.

 

Gabriel Handl, de 33 anos, também pertencente ao Grupo Escoteiro Copacabana e educador no movimento há uma década, expressou sua convicção de que o trabalho escoteiro contribui para a formação de melhores cidadãos.

 

As atividades que a gente faz no escotismo são muito mais do que vida ao ar livre e acampamentos. São para formar pessoas boas para o mundo.

 

Bernardo Tavares de Sá, de 17 anos, que é escoteiro há sete anos no Grupo Escoteiro Marechal Castelo Branco, compartilhou que o escotismo lhe proporcionou a oportunidade de construir muitas amizades.

 

Eu pude crescer, aprendi o senso de liderança e pude evoluir como pessoa. Uma das coisas que mais contribuíram na minha vida, sem dúvida, foi o movimento escoteiro.

 

Princípios e método pedagógico

 

O diretor-presidente da UEB-RJ, Edinilson Régis, enfatizou que o escotismo se configura como uma modalidade de educação não formal e complementar. Ele integra atividades práticas, vivência em grupo e contato direto com a natureza.

 

O método pedagógico central do movimento é o “aprender fazendo”, capacitando crianças e jovens a serem protagonistas de seu próprio desenvolvimento e a se tornarem agentes de transformação em suas comunidades.

 

Segundo Régis, o escotismo aborda diversos princípios. Um deles é a preocupação com o meio ambiente, com a conservação sendo um tema presente desde os primórdios do movimento.

 

Os escoteiros também desenvolvem a cidadania e o aprimoramento físico, aprendendo a reconhecer suas limitações e a traçar projetos de vida, sempre de acordo com suas respectivas faixas etárias.

 

Nos ramos mais jovens, conhecidos como lobinho e filhote, a abordagem é lúdica, com chefes, personagens e histórias. À medida que crescem, os participantes são introduzidos a novas realidades.

 

A partir do ramo escoteiro, os jovens começam a participar de acampamentos e atividades de campo. Essas oportunidades permitem que as crianças aprendam a preparar suas refeições e a organizar seus pertences, promovendo uma maior independência na vida. Além disso, o respeito ao próximo é um dos pilares da instituição, sendo um aprendizado fundamental.

 

A promessa escoteira consiste em fazer o melhor possível para cumprir os deveres para com Deus – abrangendo todas as religiões –, auxiliar a pátria e o próximo em qualquer circunstância, e obedecer à Lei Escoteira. Esta lei é composta por dez artigos que estabelecem a lealdade, o altruísmo, a pureza, a bondade para com animais e plantas, e a amizade, considerados princípios básicos universais.

 

Fundado em 1907 pelo britânico Robert Baden-Powell, o Movimento Escoteiro está presente em mais de 170 países. Nascido em Londres em 22 de fevereiro de 1857, Baden-Powell foi um oficial do exército britânico que criou o movimento entre 1907 e 1908, na Inglaterra, com o objetivo de educar jovens através de valores como fraternidade, lealdade e respeito à natureza. No Brasil, a União dos Escoteiros foi estabelecida em 4 de novembro de 1924.

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