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Parada LGBT+ de SP destaca voto e participação política em 2026

Edição marca 30 anos do evento na Avenida Paulista com o tema 'A rua convoca, a urna confirma', reforçando a luta por direitos em ano eleitoral.

25/04/2026 às 15:47
Por: Redação

A próxima Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, marcada para 7 de julho na Avenida Paulista, terá como foco a importância do voto e da participação política. Com o tema “A rua convoca, a urna confirma”, a organização do evento busca ampliar o debate sobre a relevância do engajamento cívico, especialmente em um ano de eleições presidenciais.

 

Para a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), o voto é uma ferramenta crucial para a definição de políticas públicas e para a garantia dos direitos da comunidade.

 

“A Parada existe porque a LGBTfobia persiste. Cresce porque a desigualdade permanece. Ocupa as ruas porque o poder ainda exclui. Trinta anos não são apenas uma celebração. É um chamado à ação. Um chamado para ocupar, para enfrentar, para participar e para decidir”, declarou Nelson Matias Pereira, presidente da APOLGBT-SP.

 

Considerada uma das maiores manifestações de diversidade em escala global, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo celebra em 2026 três décadas de existência.

 

A primeira edição do evento ocorreu em 1996, tendo como palco inicial a Praça Roosevelt. A partir do ano seguinte, em 1997, a manifestação passou a ocupar a Avenida Paulista, local onde se consolidou e se tornou um símbolo de luta e celebração.

 

Pautas Históricas e Reivindicações

 

Ao longo de sua trajetória, a Parada tem sido um espaço fundamental para a discussão de diversos temas importantes para a comunidade. Entre as pautas abordadas historicamente estão o reconhecimento da união estável, o direito à identidade de gênero, a legalização da adoção por casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia. Na edição do ano anterior, a discussão central foi sobre o envelhecimento na comunidade.

 

“A APOLGBT-SP resistiu às tentativas de tirar a Parada da Paulista. Resistiu às investidas do poder público de se apropriar do evento. Resistiu a cada tentativa de silenciamento, esvaziamento ou controle. A presença é legítima, e a luta é inegociável”, reforçou Pereira em um comunicado.

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