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Polícia Federal realiza operação contra corrupção no Porto do Rio

Mandados de busca e apreensão, afastamento de servidores e bloqueio de bens atingem suspeitos de facilitar contrabando.

28/04/2026 às 13:38
Por: Redação

A Polícia Federal iniciou na manhã desta terça-feira, 28, a Operação Mare Liberum para desarticular um esquema de facilitação ilícita envolvendo contrabando e descaminho no Porto do Rio de Janeiro. A ação ocorre com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal e da Corregedoria da Receita Federal.

 

Durante a operação, 45 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em diversas localidades do estado do Rio de Janeiro e também no Espírito Santo. Determinação judicial resultou ainda no afastamento imediato das funções de 17 auditores fiscais e de oito analistas tributários que atuavam na região.

 

Além dessas medidas, a Justiça autorizou o bloqueio de bens de pessoas investigadas e impôs restrições específicas ao exercício profissional para nove despachantes ligados ao esquema. As restrições buscam impedir a continuidade das atividades suspeitas relacionadas ao esquema investigado.

 

As investigações da Polícia Federal indicam que um grupo estruturado atuava na liberação irregular de mercadorias importadas, havendo divergências entre os produtos efetivamente importados e aqueles declarados às autoridades competentes. Também foi identificada a possibilidade de supressão de tributos federais, causando prejuízo ao erário.

 

“As investigações apontam atuação de grupo estruturado na liberação irregular de mercadorias, com divergências entre produtos importados e declarados, e possível supressão de tributos”, informou a PF.


 

Os envolvidos na investigação poderão ser responsabilizados por diversos crimes, incluindo corrupção, formação de organização criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal detalhou que todas essas práticas estão sob apuração rigorosa no âmbito da operação deflagrada nesta terça-feira.

 

“Os investigados poderão responder por crimes como corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro”, diz ainda a nota.


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