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Lula anuncia proposta para extinguir escala 6x1 e ampliar descanso semanal

Proposta prevê dois dias de descanso semanal e redução da jornada sem corte de salário; medidas incluem novidades no Desenrola Brasil.

01/05/2026 às 15:33
Por: Redação

Durante um pronunciamento em rede nacional alusivo ao Dia do Trabalhador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a proposta de extinção da escala de trabalho 6x1 representa, segundo ele, um avanço significativo para o cenário nacional.

 

O projeto de lei, que já foi encaminhado ao Congresso Nacional, prevê a redução da carga semanal para 40 horas, permitindo dois dias consecutivos de descanso, sem diminuição do salário dos trabalhadores.

 

No discurso, Lula ressaltou que a iniciativa pretende proporcionar mais qualidade de vida aos trabalhadores, assegurando mais tempo para o convívio familiar e o lazer. Ainda de acordo com o presidente, essa adequação busca aproximar o país de modelos de jornadas praticados em outras nações, considerados mais equilibrados.

 

"A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores", declarou Lula em sua mensagem transmitida em rádio e televisão.


 

O presidente argumentou que historicamente, sempre que houve avanços nas condições de trabalho, a economia do país se fortaleceu, beneficiando toda a sociedade.

 

"Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6x1 no Brasil", acrescentou Lula.


 

A proposta de mudança na jornada semanal e de descanso integra as principais ações do governo federal voltadas à pauta trabalhista e já se encontra em análise pelos parlamentares, com expectativa de avanços nas próximas semanas.

 

Nova fase do programa de renegociação de dívidas

 

No mesmo pronunciamento, Lula antecipou detalhes sobre o Novo Desenrola Brasil, uma versão atualizada do programa de renegociação de dívidas destinada a brasileiros superendividados. Entre os principais pontos, a iniciativa prevê a concessão de descontos de até 90% para a quitação de dívidas, além da possibilidade de utilização de parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para este fim.

 

O governo propõe que a reformulação do programa facilite o pagamento de dívidas com juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial, contribuindo para o equilíbrio financeiro das famílias. Outro objetivo é estimular a economia, já que a liberação de recursos do FGTS promete impacto relevante no mercado interno.

 

Lula destacou que, para participar do programa, a pessoa ficará impedida de acessar plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets, durante o período de um ano.

 

"Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando", afirmou Lula.


 

Outras medidas destacadas no pronunciamento

 

Ainda em sua fala, o presidente abordou outros temas, como a redução dos índices de desemprego e de inflação, projetos para ampliar o período de licença paternidade, alterações previstas no imposto de renda e a continuidade do auxílio destinado à compra do gás de cozinha.

 

Lula também reiterou que, apesar dos conflitos internacionais, em especial no Oriente Médio, as ações implementadas pelo governo brasileiro têm contribuído para evitar que a população sofra diretamente com os efeitos do aumento global dos preços do petróleo.

 

"Quando os combustíveis sobem, o custo do transporte cresce, o preço dos alimentos aumenta e o custo de vida fica mais caro para o povo. Mas o nosso governo agiu rapidamente. Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras", disse o presidente.


 

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