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PF prende 13 suspeitos por fraudes no Master e BRB

Operação Compliance Zero resulta em 96 mandados, bloqueio de 27,7 bi de reais e afastamento de gestores

17/04/2026 às 02:11
Por: Redação

A Polícia Federal realizou, até o momento, a prisão de 13 pessoas investigadas em operações voltadas a apurar supostos crimes financeiros e fraudes em transações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Essas ações fazem parte da Operação Compliance Zero, cuja primeira etapa teve início em novembro de 2025 para intensificar as investigações de irregularidades no Sistema Financeiro Nacional.

 

Na mais recente fase da operação, executada nesta quinta-feira, dia 16, foram detidos preventivamente o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, assim como o advogado Daniel Monteiro, apontado como responsável pela parte jurídica e financeira de um esquema fraudulento supostamente liderado por Daniel Vorcaro, proprietário do Master. Vorcaro encontra-se preso desde o começo de março, tendo sido detido em duas ocasiões distintas: a primeira em novembro de 2025, na fase inicial da operação, e a segunda no início de março deste ano, durante a terceira fase.

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou as duas prisões mais recentes, que se somam às outras 12 efetuadas ao longo das três primeiras etapas da Compliance Zero. A diferença entre o número de detidos e o total de mandados cumpridos ocorre devido a prisões repetidas do mesmo investigado, como foi o caso de Vorcaro.

 

Ao todo, durante as quatro fases da operação, a Polícia Federal cumpriu 96 mandados de busca e apreensão distribuídos por seis estados brasileiros: Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Além disso, por solicitação da PF e do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro e o bloqueio de bens dos suspeitos, com valor total de até 27,7 bilhões de reais, bem como o afastamento de investigados de quaisquer funções públicas que exercessem.

 

“Importante registrar que temos uma operação extremamente complexa, com fases e fatos distintos”, afirmou o diretor-executivo da Polícia Federal, William Murad, durante a apresentação do balanço das quatro primeiras etapas da Compliance Zero no início desta tarde.


 

A Operação Compliance Zero foi iniciada após mais de um ano de investigações da PF, motivadas por solicitação do Ministério Público Federal. O foco inicial estava na comercialização de títulos de crédito supostamente fraudulentos ou inexistentes do Banco Master ao BRB. Na primeira etapa, deflagrada em 18 de novembro de 2025, além das prisões de Daniel Vorcaro e outros executivos do Master, a Justiça Federal decidiu pelo afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor financeiro da instituição, Dario Oswaldo Garcia, de seus cargos por um período inicial de 60 dias.

 

“A partir desta fase, tivemos diversos desdobramentos”, explicou Murad, acrescentando que os fatos apurados nesta quinta etapa são consequência direta dos indícios levantados desde novembro do ano anterior.


 

No estágio mais recente, a atenção das autoridades se concentrou especialmente na atuação do BRB, com ênfase na conduta dos gestores do banco distrital e nas práticas de lavagem de dinheiro, sem ainda detalhar as fraudes em si, que tinham sido o foco inicial da operação em relação ao Banco Master.

 

Durante a coletiva de imprensa que apresentou os dados atualizados, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima, ressaltou que a Compliance Zero se configura como “apenas uma das ações que se inscreverá no rol de iniciativas de combate ao crime organizado que o governo federal deve adotar com mais ênfase nos próximos dias”.


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