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Defesa solicita ao STF permissão para cirurgia de Bolsonaro no ombro

Advogados pedem urgência na análise para cirurgia no manguito rotador, incluindo todo o tratamento médico.

22/04/2026 às 14:58
Por: Redação

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolaram um pedido direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal, buscando autorização para que Bolsonaro se submeta a uma intervenção cirúrgica no ombro direito. O procedimento está previsto para ocorrer na próxima sexta-feira, dia 24, podendo se estender até o sábado seguinte, dia 25, conforme previsto pelos defensores.

 

Segundo o documento apresentado à Suprema Corte, a cirurgia proposta visa reparar danos identificados no manguito rotador, área composta por um grupo de músculos e tendões responsáveis pela estabilização e movimentação do ombro.

 

No pedido, os representantes legais de Bolsonaro argumentam que existe urgência para que a solicitação seja avaliada, uma vez que a necessidade é fundamentada em razões médicas. O pleito não se limita à realização do ato cirúrgico, abrangendo também todas as etapas do tratamento, incluindo exames preparatórios, procedimentos pré-operatórios, período de internação hospitalar, execução da cirurgia, recuperação no pós-operatório e o processo de reabilitação.

 

A decisão acerca da liberação para o procedimento está sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal referente ao ex-presidente. Após a análise inicial, espera-se que a autorização seja submetida à apreciação dos demais integrantes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal para confirmação.

 

Em setembro do ano anterior, Jair Bolsonaro recebeu sentença que determinou sua condenação a uma pena total de vinte e sete anos e três meses de reclusão, a ser cumprida em regime fechado. Segundo o julgamento, ele foi considerado responsável por comandar uma tentativa de golpe de Estado com o objetivo de permanecer na liderança do governo.

 

No mês de março, o ministro Alexandre de Moraes concedeu ao ex-presidente a permissão para cumprir prisão em regime domiciliar, alegando motivos humanitários. Essa decisão ocorreu após Bolsonaro ter sido hospitalizado de forma emergencial em uma Unidade de Tratamento Intensivo de um hospital privado na capital federal, diagnosticado com broncopneumonia.

 

Antes da transferência para prisão domiciliar, Jair Bolsonaro estava detido em uma cela especial localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida popularmente como Papudinha devido à proximidade com o Complexo Penitenciário da Papuda.

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